Um Começo Sangrento

Como na maior parte do Brasil, o início da relação entre os colonos e os índios na região que hoje é a cidade de São Cipriano não foi das melhores.

A conquista da região começou na metade do século 16, com a expulsão das tribos para o início do assentamento dos colonos. Uma aldeia de índios resistiu bravamente aos ataques dos europeus, causando várias baixas do lado dos conquistadores brancos.

Esta tribo, provavelmente composta por tupinambás, foi uma pedra no sapato tão grande que o seu extermínio total foi exigido. No ano de 1580 um batalhão de homens com armas de fogo não poupou ninguém da aldeia. Homens, mulheres, crianças e velhos foram exterminados.

Foi no ano seguinte, com a ‘terra limpa’, que os primeiros assentamentos de colonos começaram a ser feitos. A vila começou a ser montada, mas antes mesmo de ganhar um nome os problemas já começaram: a área, talvez devido aos cadáveres dos índios e animais que não foram devidamente descartados, tornou-se extremamente insalubre, causando muitas doenças em quem vivia ali.

A água do rio mais próximo não tinha um sabor agradável, os mosquitos e outras pragas tropicais começaram a invadir as casas, sem falar nos predadores que pareciam muito mais agressivos naquela região, acometidos por uma espécie de raiva ou outra doença neurológica que ainda transmitiam para os que sobreviviam aos seus ataques.

Ninguém sabia como uma área tão problemática tinha sido habitada por índios anteriormente. Talvez a finada tribo, que habitou aquela região por várias gerações, tenha adquirido certa ‘imunidade’ aos estranhos focos de doença que pareciam assolar aquele pedaço da floresta. Pouco a pouco, a população de colonos que tentava se assentar ali estava sendo aniquilada.

Durante as décadas, as tentativas de se manter um assentamento no local foram todas fracassadas. Por fim, no início do século 17, a região foi abandonada tanto por brancos quanto por índios.

Ela ficaria assim até a chegada do fundador da cidade, Frei João.

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Leila Carol

Leila Carol é Jornalista, formada pela Faculdade de Comunicação e Letras Emílio Romãzeira – pertencente ao grupo de Faculdades Integradas de São Cipriano.

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